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quinta-feira, 14 de abril de 2016

Stud by Phil Andros

Stud Stud by Phil Andros
My rating: 5 of 5 stars

Treze aventuras de Phil Andros, o surpreendente prostituto de Samuel M. Steward. Em Stud, Phil é assediado num campo de férias num parque nacional das montanhas americanas; numa cidade do sul, em ambiente racista, Phil apaixona-se por um negro e escapa-se com ele para Chicago; noutra história, dá por si a aconselhar um jovem operário fabril virgem, cuja transformação, um ano mais tarde, o deixará abismado; descobre um sentimento sem nome, irresistível e muito mais forte e doloroso que o amor; e muitas outras situações que revelam um prostituto de uma humanidade fora do vulgar, tolerante, generoso, culto, forte mas simultaneamente frágil e sem receio de o confessar.

Stud diverge dos restantes romances de Phil Andros por ser um conjunto de contos; apesar disso, ao centrarem-se num mesmo personagem tão marcante, as várias histórias quase nos surgem interligadas, como se fossem... um romance. Mas não só, ao contrário das outras aventuras de Phil, estas abandonam o registo exagerado e repetitivo da pornografia, o que, de certa forma, as beneficia, abrindo espaço erótico à imaginação do leitor. Trata-se, sem dúvida, de uma das melhores obras de Sam Steward, onde a sua escrita e o seu talento para observar a vida e as pessoas que o rodeiam com um olhar meticuloso mas isento de julgamento atingem o zénite.

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quinta-feira, 10 de março de 2016

The Boys in Blue by Phil Andros

The Boys in BlueThe Boys in Blue by Phil Andros
My rating: 4 of 5 stars

De visita a LA, Phil Andros dirige-se a um polícia que orienta o trânsito num cruzamento movimentado da cidade para pedir uma informação. Alto e atlético, a farda impecável e justa, deixando perceber mais que cobrindo os seus dotes, o queixo quadrado com covinha, óculos de sol escuros, uma encarnação perfeita do sensual chui "tomfinlandesco", Greg, o polícia é extremamente simpático e paternal! Perturbado, Phil, que sempre teve um fascínio por fardas, decide voltar no dia seguinte ao mesmo local, apesar de ser dia de Natal. E, por sorte, lá está ele, no mesmo cruzamento, a causa da sua noite mal dormida. Phil convida-o para um café e, por sorte, o turno de Greg termina em 10 minutos e, por sorte também, a casa de Greg fica apenas a 2 quarteirões... Segue-se uma tarde de álcool e sexo inesquecíveis, com Phil a descobrir que o seu polícia é um "hétéro machão" para quem todo o sexo é pouco ("homem ou mulher? muito!"). E descobre também que ele mesmo, Phil, apesar de prostituto masculino, gosta de obedecer e de se submeter, e inclusive, se excita masoquisticamente com um pouco de dor. Greg pede transferência para São Francisco, para estar perto de Phil, que decide candidatar-se e é admitido na polícia local, e os dois, em conjunto com um terceiro polícia da mesma esquadra, vão morar para um apartamento onde todo o tipo de aventuras sexuais acontecem...

Da série de livros eróticos que Samuel M. Steward escreveu com o pseudónimo Phil Andros para ganhar dinheiro, este será um dos mais pornográficos, com as cenas de sexo a sucederem-se, num catálogo de configurações, fetiches e posições em que o exagero das dimensões e quantidades tem papel de relevo. Apesar disso, a narrativa é bem sustentada num enredo romântico simples e na personagem simpática, descontraída, "cool", amoral e tranquila de Phil Andros, a quem não conseguimos resistir.

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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Shuttlecock by Phil Andros

Shuttlecock Shuttlecock by Phil Andros
My rating: 4 of 5 stars

Phil Andros, o prostituto-literato, está agora a morar em Berkeley, mesmo em frente a São Francisco, do outro lado da baía. O ambiente universitário, em modo hippie, paz e amor, drogas, rock'n'roll e bolsos vazios, não traz negócio que se veja a Phil, mas vai-lhe lavando as vistas. Certa noite, Phil depara-se com um belo rapaz de cabelos compridos, Larry, completamente ganzado com LSD, e resolve escondê-lo em casa antes que os chuis o prendam. No sofá da sua sala, Phil despe o rapaz e dá-lhe torazina, para o ajudar a aterrar em segurança. Mas a visão do apolíneo corpo nu do rapaz faz-lhe lembrar Greg, um seu antigo namorado polícia, dominador, o único homem a quem se submeteu sexualmente, e Phil não resiste, enrola-se em incontáveis cenas de sexo tórrido com Larry, acabando por convidá-lo a viver com ele e a convencê-lo a cortar o cabelo e a candidatar-se à Escola de Polícia de São Francisco...

Sam Steward escreveu um conjunto de livros de pornografia com o pseudónimo Phil Andros para ganhar dinheiro e, seguramente, porque lhe davam prazer a escrever (e a imaginar...). É por isso que os seus livros têm sempre uma componente de referências culturais forte e uma escrita cuidada, não se limitando à sucessão de cenas de sexo "perfeito" que são o lugar-comum da pornografia. Em Shuttlecock, as citações e referências multiplicam-se, e Sam Steward parece ter-se entusiasmado tanto com o enredo que, a certa altura, se esquece dos seus objetivos financeiros para se deleitar com uma narrativa centrada no suspense e no mistério quase policial, onde o sexo só aparece esporadicamente.


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quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

My Brother, My Self by Phil Andros

My Brother, My Self My Brother, My Self by Phil Andros
My rating: 4 of 5 stars

Phil Andros, um hustler de São Francisco, persegue por todos os Estados Unidos da América o seu irmão gémeo, Dennis Andrews, de quem nunca tinha ouvido falar, mas de quem descobre a existência por ser frequentemente confundido com ele. Pelo caminho vai tendo inúmeras aventuras sexuais e quando regressa a São Francisco e se encontra, finalmente, com ele, depara-se com uma misteriosa surpresa.

Samuel Steward, o autor de "My Brother, My Self" , foi um professor universitário que acabaria por abrir uma loja de tatuagens para estar mais perto dos marinheiros por quem se deixava fascinar. Começou a escrever pornografia para sobreviver, a certa altura da sua vida, utilizando o pseudónimo de Phil Andros. Mas os seus livros não são "pornográficos" no sentido pejorativo habitual do termo! Apesar de os dispositivos de excitação sexual, que caracterizam a pornografia, lá estarem todos, os livros de pornografia de Phil Andros oferecem muito mais ao leitor: um enredo estruturado, personagens credíveis, referências cultas, cuidado no diálogo e na linguagem utilizada. São, enfim, obras literárias de qualidade, inaugurando, talvez, um novo género, a "pornografia literária."

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segunda-feira, 23 de março de 2015

As aventuras de um garoto de programa by Phil Andros

As aventuras de um garoto de programaAs aventuras de um garoto de programa by Phil Andros
My rating: 3 of 5 stars

Um conjunto de 12 contos, mais ou menos interligados por um personagem central ("o garoto de programa", um prostituto) e alguns temas recorrentes, como o sexo gay e interracial. Os textos são interessantes, transportando-nos para um ambiente americano dos anos 60 do século vinte, tanto no cenários do "wilderness" americano, como nas grandes cidades de Chicago e NY. Surpreende pelo que revela acerca da cultura do autor, o que não é habitual neste tipo de livros eróticos mais explícitos, e pela completa falta de menosprezo ou de arrependimento do prostituto pela sua vida e comportamento, que surge como perfeitamente humano e natural.
Esta edição foi feita no Brasil, e é a única em português, mas, infelizmente, a tradução é horrível, com erros evidentes. Com uma boa tradução, não hesitaria em classificar este Stud de Phil Andros com quatro estrelas.

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