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My rating: 1 of 5 stars
Esta edição tem tantas gralhas e uma tradução tão deficiente que é impossível compreender o conteúdo de parágrafos inteiros, o que perturba fortemente a compreensão do texto e a fluência da leitura de um livro cujo conteúdo parece ser muito interessante. É por isso que leva 1 estrela!
Caso encontrem outra edição, por favor, leiam, porque o conteúdo merece, sem dúvida, 4 estrelas.
Num tom divertido e desarmante (o autor confessa no livro as suas "perversões" mais "vergonhosas"...), Jesse Bering fala das parafilias e de como o significado do que é, ou não é, uma perversão tem evoluído ao longo da história.
Alerta-nos para a angústia e opressão que sentem os que não se atrevem a "sair do armário" dos seus desejos sexuais desviantes, mesmo que inofensivos (uma atração sexual por botas, por exemplo, é inofensiva), por receio de serem estigmatizados pela sociedade.
Explica que muitos dos comportamentos sociais discriminatórios têm uma base evolucionária forte, o que não os justifica. Individualmente e socialmente temos a inteligência e a sensatez suficientes para reconhecer e recusar a discriminação. Neste campo, um exemplo muito interessante é o que tem a ver com a criação de "etiquetas" sobre sexualidade: Lésbica Gay Bi Trans Queer Inter Assexual... etc... como se fosse possível descrever a complexidade e a riqueza de personalidade de um indivíduo só com uma etiqueta. No entanto, do ponto de vista evolucionário e reprodutivo, que etiqueta tem mais valor do que a etiqueta da sexualidade?
Refutando os argumentos do "natural" e do "fim reprodutivo" da moral conservadora (utilizando para isso as suas contradições internas), o autor defende que o único critério aceitável para a repressão de atos sexuais é o facto de este causarem, ou não, danos a terceiros.
E termina numa nota positiva, desejando que o nosso sistema de valores evolua para passar a fundamentar-se não na moral religiosa ou conservadora, mas em factos científicos estabelecidos, na crença de que as orientações sexuais nunca são escolhidas pelos próprios, de que o mal não existe a não ser nas nossas mentes, de que os pensamentos lúbricos não são atos imorais e de que nenhum comportamento sexual deve ser condenado se não causar danos comprováveis.
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